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sábado, 19 de janeiro de 2019

Crítica: Aquaman





O ano foi cheio dos heróis  e para fechar com chave de Ouro, a DC, estreou dia 13/12 o longa Aquaman, sucesso de críticas e de público em sua divulgação mundial. Há DC ja vinha formando o seu universo desde Homem de Aço, Batman vs Superman e depois trazendo os heróis que ajudaram a compor a Liga, como Mulher Maravilha e agora Aquaman.


Enredo: Após descobrir que seu irmão quer dominar o mundo e trazer uma grande catástrofe, Arthur e forçado a voltar em Atlantis e lutar para restaurar a paz em seu mundo e na superfície. O longa acerta tanto no enredo simples e na história de origem do herói que consegue trazer com clareza o objetivo do herói e como sua  jornada construída de maneira coerente transitando entre o passado e o presente. Admirei muito a relação de Arthur com seu pai e como ele se da em arcos importante do filme








Ação: O longa é recheada de incríveis sequências de ação e consegue literalmente trazer poucos respiros ao filme, além de câmeras em primeira pessoa, movimentos rápidos e boas coreografias, em muitas vezes lembram quase os jogos de video-game



Visual: Impossível, falar desse filme sem elogiar o visual, os efeitos são bem trabalhados e são explorados de forma muito coerente no longa, de forma vislumbrante, principalmente as criaturas marinhas, os efeitos sobre os personagens, é tudo de forma visceral. Alem de efeitos como falar debaixo d' agua e a caracterização dos personagens, somando isso tudo é notório ver como o filme expande para outras dimensões.




Personagens: Arthur e Mera seguram bem o filme, muitas críticas vieram sobre ambos, não achei forçado, além de funcionarem em uma dobradinha bem estruturada e pensada. Os duelos de Arthur e Mestre dos Oceanos, muitas vezes me lembram aos de Thor e Loki, do filho bastardo com o filho de sangue, embates e dialagos bem formados, apesar de algumas vezes cansativos. Talvez acho que pecou em mostrar mais do passado de Mera e Orm, enquanto Arthur roubou a cena, tanto em seu presente e passado, mas nada é descartável para isso ser explorado em uma sequencia









James Wan: Falar desse diretor é praticamente que sua assinatura é marcada por  por grandes filmes de terror como Invocação do Mal, A Freira e Jogos Mortais, mas teve sua assinatura de forma singular em Velozes e Furiosos 7 e agora em Aquaman, aqui o diretor pulou de cabeça no mundo da fantasia e trouxe toda mitologia do herói, ele consegue trazer de forma ampla toda jornada do herói em um filme cheio de guerras e conflitos singulares de personagens.










Tempo: O tempo no filme é dirigido de forma assertiva, ponderando entre o passado e o presente dos personagens, tanto nos flahsbacks, como as cenas de origem de Arthur, vale ressaltar que os atores mirins que interpretam Arthur, além de parecidos, dão um show de atuação, mesclando com trama e fazendo que ela soe um pouco mais leve

Vilões: Tanto as motivações de Arraia Negra e Mestre dos Oceanos são interessantes, cada um com um motivo fluido para destruir o Aquaman. Achei a construção de Arraia bem parecida em alguns momentos com Killmonger, de Pantera Negra, além de embates eletrizantes como a cena que se passa na Cecilia, Itália







Referências: A obra bebe muito em temas futurísticos como Tron e Star Wars  mas também em referencias como Pantera Negra, Senhor dos Anéis, Matrix e universos futuristas, construindo multi-universos, diversas locações, visuais bonitos, efeitos agitados, super produção.







Conclusão: Do pouco tempo que estreou, o novo longa já é sucesso, tanto de crítica, como de bilheteria, Aquaman tem se destacado no no cenário internacional e nacional com bons indicies de bilheteria, a forma e a narrativa que a DC encontrou para apresentar o filme tem sido sucesso tanto na CCXP 2018 e de público, apesar de alguns erros, os fãs internautas também curtiram. Agora resta esperar uma continuação e como Aquaman vai se encaixar numa volta possível da Liga da Justiça 2, se realmente estiver e como a DC vai encaixar ele em outros universos, ou até mesmo participação em outros filmes



segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Crítica: Begonia e o Grande Peixe





Em tempos em que Disney, Pixar e Dreworks dominam o mercado das animações, hoje a China acaba de fazer um marco em sua história.Sabe aquelas animações que todos falam, completa, densa e cheio de mistérios. Hoje vamos falar de Begônia e o Grande Peixe, uma animação que levou 12 anos para ficar pronta e que rendeu bons frutos em seu país de origem a China. Dirigido por  Xuan Liang e Zang Chun, baseado nos clássicos contos chinês "O Clássico das Montas e Mares, Na Busca do Sobrenatural e em um mito taoísta de Zhuagzi. Nesse novo longa, a China apresenta um lindo produto, mostrando para  o que veio, se tornando um marco em apresentar um misto de  costumes, tradição e cultura.

O pontapé inicial da história começa quando uma Chun, uma garota que vive num mundo paralelo aos humanos, em seu rito de passagem para conhecer e passar pelo mundo humano, para conhecer mais da forma como os seres humanos reagem a determinadas situações se transforma em um peixe grande, quando fica presa em uma rede, um humano vá salva-la, mas ele acaba morrendo e deixando sua irmã, Chun então se sente na obrigação de ao voltar para o seu mundo fazer algo por aquela alma.






Personagens: Temos ao longo dessa animação três personagens que se destacam, Chun, Quiu e Kun(peixe). Chun segue em sua jornada em busca de resgar a qualquer preço a vida de Kun, que agora se torna um peixe e convive com ela, Quiu enquanto melhor amigo, também se preocupa com Chun e Kun, sua trajetória e motivações ao longo do filme, apesar de não ser o foco, chama muito atenção e Kun, o humano que se tornou peixe apesar de seguir ao lado da protonista, sua jornada também de superação se destaca. A história não apresenta vilões, apenas é o próprio tempo e as consequências disso para os personagens, existe alguns personagens que não concordam com determinada postura do trio principal, assim como o trio





Quiu


Referencias: Impossível não comparar Begonia e o Grande Peixe  a Viagem de Chirhiro, do grande mestre Hayao Miyazaki, um grande diretor responsável por filmes icônicos e personagens cativantes. Chun em muitos momentos lembra Chihiro, na sua determinação, como na sua forma de decidir por algo, até mesmo sua jornada é parecida, apesar de completamente distintas. Os elementos também, criaturas mitóligicas, seres bizarros, grandes filosofias, tudo parece que veio da mesma fonte de Miyazaki.
Vi em alguns momentos referencias de outros filme como "Free Willy", a relação de Chun e Kun muitas vezes lembra a de Jack e Willy, outra referencia seria a Disney em "A Pequena Sereia", a questão dos sacrifícios, renúncias, um mundo paralelo, uma protagonista que faz de tudo por uma vida humana.


Hayao Miyazaki



A Viagem de Chihiro



Jack e Free Willy





Pacto de Ariel com Úrsula



Estrutura: A animação ao mesmo tempo que ela é leve,convidativa, cheio de camadas, seus traços ficam divididos  entre o 3D e o 2D, de forma densa e bem trabalhada, a presença de cores como vermelho, faz realçar ainda mais a cultura chinesa e seus reais significados.




















Trilha sonora: A trilha sonora do filme funciona de maneira grandiosa e única, uma pena que não achei as letras traduzidas, mas o grande tema do filme é uma linda música que sem dúvida fala de sacrifícios, Chun e sua relação com Kun. As músicas do filme tem toda a essência, desde os acordes, a sonoridade de instrumentos típicos que realçam ainda mais a cultura chinesa. Segue um vídeo do tema do filme.






Tema do filme



Erros: O longa é bem apresentado, talvez o único erro que aponto é que as vezes as motivações de Chun, não fica muito claro, as vezes você fica meio perdido em entender os motivos da protagonista.


Temática: Se tem uma coisa que o longa acerta é na temática de Causa/Consequência, Vida/Morte e o principal Sacrifícios, em que tudo que fazemos a um preço a ser pago, apesar da temática fantasiosa, os temas são tratados de forma cru e bem realista.


O longa vale a pena de ser conferido, para os bons amantes da cultura nipônica, quem gostou das obras do Estúdio Ghibili, vai sem dúvida ficar impressionado com Begônia e o Grande Peixe. Disponível na internet para os mais curiosos e para os assinantes da Netflix, acaba de completar o catálogo.


E você ja conferiu essa animação? O que achou? Deixe aqui nos comentários!!!










quinta-feira, 17 de maio de 2018

(Primeiras Impressões): Segundo Sol




Depois que saiu de cena "O Outro Lado do Paraíso', Clara vingativa e o autor Walcyr Carrasco, eis a a filha mais nova de João Emanuel Carneiro, Segundo Sol. Venho trazer, não uma crítica, mas as PRIMEIRAS Impressões dessa nova trama.A trama se passa na Bahia, no auge dos anos 90, com o famoso axé music icônico entre os baianos, dentre eles, Beto Falcão, um artista que agora começa a cair em decadência. Ao ter a chance de tocar em uma cidade próxima, para ganhar um dinheiro e levantar o dinheiro para a família, perde o avião, porém o avião cai e Beto é dado como morto.Após a possível morte, Beto se torna um ícone em toda Bahia, sendo lembrado. Karola, sua namorada e Remy, seu irmão empresário veem a chance de lucrar com a possível morte. O cantor então vai para Boiporã, uma ilha no interior da Bahia, e la conhece Luzia por quem se apaixona , o que acontece é que o romance não dura muito, quando Karola chega com a falsa noticia que está esperando um filho dele.


Beto e Luzia

Depois de apresentado a trama, vamos as analises, Emílio Dantas, matou o Rubinho de "A Força do Querer", um bandido e agora fazendo com excelência, um mocinho como papel principal, Dantas ja se destacou por representar o cantor Cazuza, em um musical em 2014, um show de atuação e de rítimo, agora como cantor de axé e a mocinha Giovanna Antoneli, apesar da imagem saturada, segurou bem, trazendo uma novidade, agora ela canta também uma cidade pequena, representando uma moça do interior com sonho de uma vida humilde, ainda vai passar por grandes apertos e da a volta por cima para reconquistar o amor de Beto, e retomar com os seus filhos que foram tirado pelas armações das vilãs. Do Outro Lado do P.........., ops, do outro lado da maldade Karola e Laureta. Deborah Secco voltou 2 anos após o nascimento de Maria Flor, Secco faz uma vila ambiciosa, sínica e que ainda tem caso com o irmão falcão Remy. Enquanto Adriana Esteves, representa Laureta, uma promoter famosa na cidade, que usa o status de promoter para agenciar garotas e garotos de programa, uma cafetina de luxo "Lau" faz tudo para conseguir o que quer e cobra caro por quem não paga o que lhe deve, impossível não olhar para Adriana e remeter a Carminha, mas enquanto a vilã de Avenida Brasil pagava de santa, Laureta ja é o contrário, baixa e sem pudor, com uma relação um tanto quanto estranha com Karola. Por ultimo, mas não menos importante temos Vladmir Brichta, interpretando o irmão Remy Falcão, empresario também arrasou em sua atuação mostrando que sempre queria ser lembrado pela família, guardando ódio e desviando dinheiro do seu irmão cantor, além de ter caso com Karola


Laureta e Karola
Remy Falcão

Apesar da polêmica da falta de atores negros em uma trama na Bahia, temos o personagem Roberval, é filho adotivo da empregada Zefa e motorista na casa do patrão Severo, um cara fino que vive com Claudine, e com seu filho Edgard, um cara rico, playboy de gosto fino. Tudo muda para Roberval ao descobrir que Zefa, teve um caso com o patrão Severo, revoltado sai de casa e vai buscar viver sua vida da forma que sempre quis. Tudo indica que chegará mais atores negros em sua 2º fase, resta aguardar e a forma como os outros núcleos conversará com esses e a relação de cada personagem,
Roberval














JEC em sua novela atual, veio com elementos opostos de "A Regra do Jogo", se antes tinha tiro, porrada e bomba e muita tensão, aqui em "Segundo Sol" foi o contrario, uma trama leve, emotiva e agradável de se ver, apesar das vilanias e armações , principalmente da polêmica dos atores negros, sua estréia foi positiva, esperamos que ele se redima de 'A Regra do Jogo", sem enredo mirabolante, ou personagens fracos, agora torcer que JEC continue mantendo ritmo, meu únicos pontos negativos são apenas dois,o, achei o primeiro capitulo muito corrido que ja entrega demais, a suposta morte, a chegada em Poiporã, o primeiro amor de Beto e Luzia, do segundo capitulo para frente senti que a trama conseguiu respirar e seguir em um ritmo mais leve, aos poucos estamos começando a ver os outros núcleos e como eles conversaram com os núcleos principais e outro ponto a abertura foi bonita, porém a voz dos cantores que regravaram mudaram bastante o tom de Cassia Eller, apesar da abertura soar como uma abertura de Malhação, retratou a Bahia de verdade




Segundo Sol é o pedido de desculpas pelo o que foi em 'A Regra do Jogo" por baixo níveis de audiência e trama cada vez mais confusa, Segundo Sol é quase um Da Cor do Pecado 2.0, tanto em história, como em personagens, aqui JEC não brinca com dualiades do que vemos em A Favorita(Flora/Donatella), Avenida Brasil(Nina/Carminha) ou A Regra do Jogo(Romero), aqui os personagens são o que são, sem filtros e em toda sua essencia, resta saber na 2º fase se teremos novidades.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Crítica: La Casa de Papel




Uma série que ta dando o que falar e se tornou um fenômeno  e sucesso, devido a sua forma narrativa e sua trama eletrizante, hoje vamos falar de La Casa de Papel, uma série  original do canal Antena 3 e foi distribuído pela Netflix para divulgação mundial.







A série começa com a premissa de um Professor que recruta um grupo de pessoas com habilidades individuais, dentre eles são: Denver, Naiorobi,   Rio,Tóquio, Berlim, Helsinque, Oslo e Moscou para roubar o dinheiro ainda não produzido na Fábrica da Moeda, e para além além de usar os reféns como peça do jogo. O Professor quer  criar um movimento, uma revolução e se tornar o simbolo da Resistência com esse ato.














Tóquio



Professor

A fotografia da série e convidativa e muito bem pensada, trabalhados com luz e sombra, cores e tons que acrescentam e harmonizam ainda mais a relação com os personagens e  forma como conduz a narrativa.



A narrativa se passa através da personagem Tóquio, uma garota extremamente impulsiva, que além de contar detalhes do plano do Professor,  vemos como um assaltante dentro do grande assalto que está participando daquela situação.





Outro ponto que vale ressaltar, é que os personagens, tanto os recrutas, como o Professor, são extremamente cativantes, além de atuações incríveis, os personagens não só te conquista por seu jeito mas por sua história por trás, isso inclusive é o que segura a série, histórias e  dramas densos por trás de cada um. além das cenas de ação. Do outro lado temos as autoridades, polícia, Conselho de Inteligencia, investigadores, exército que apesar de serem peças importantes, acaba que consequentemente ja  adotamos o lado dos bandidos e como será a resolução desse plano grandioso. mas dentre o lado da lei, vale destacar a atuação de Itziar Ituño como Raquel Murrilo, uma inspetora muito inteligente que arma diversas formas de capturar o bando e descobrir quem são os assaltantes. Angél, também é uma peça muito importante ao lado de Raquel e na briga para vencer o bando, Os personagens muitas vezes são ambíguos as vezes eles se passam por vilões, as vezes por mocinhos, nem preto, nem branco









As cenas de ação são bem movimentadas e no tom certo, em momentos de invasões e até nas tensões dentro e fora da Casa da Moeda, tanto pelo bando e sua relação com os reféns, como a tensão do lado de fora pelas autoridades na tentativa de resgate dos reféns.






Um ponto interessante é que o Professor, lembra algumas vezes personagens icônicos da cultura geek, como "L" de Death Noth e Micheal Scolfield, de Prision Break, personagens geniais com tamanha inteligencia capaz de pensar em todas as possibilidades, o que é legal também é a brigade gato e rato, entre o Professor e a inspetora Raquel Murillo, como cada sempre tenta se sobrepor ao outro e isso faz com que o hype da série aumente ainda mai








O que a série me deixou a desejar, foram algumas pontas soltas do Professor, em alguns momentos, encaro até como uma certa burrice, como um cara que planejou cada detalhe do plano deixar escapar furos e mais furos, entendo que esses furos fazem parte de um script do roteiro e que essa série não tem pretensão nenhuma de ser algo verídico, mas granades mentes, planejam sem perder o fio da miada, e nisso, nem sempre o Professor foi bem sucedido. Assim termina minha  primeira parte da crítica SEM SPOILERS, se você quiser continuar a ler, AGORA É POR SUA CONTA E RISCO, ALERTA DE SPOILERS, AQUI FALO DA 2º TEMPORADA, AINDA NÃO LANÇADA PELA NETFLIX







 Dos defeitos que encontroei na série foi a volta de Tóquio, se antes ela ja estava sendo interrogada e presa e a caminho de um presidio de segurança máxima, enquanto o Professor estava sendo confrontado por Raquel, ela simplesmente, voltou para a Casa da Moeda, sem tomar nenhum tiro e ainda de moto, pagando de policial, além de tudo isso ser planejado por o Professor. Outro ponto o Professor, deixar um fio de cabelo de palhaço que usou para invadir o hospital e assim a Murillo descobrir que 

Outro ponto negativo foi a paixão do Professor pela Inspetora, ele o tempo todo assume que não foi de caso pensado e que deixou se envolver, é meio confuso de entender isso, pois, se o tempo todo ele sabia, que era ela que estava a frente da operação

A conclusão da série também não  foi amarrada de maneira correta,, senti meio que  "as pressas", para terminar, como por exemplo, , senti falta das autoridades e as consequências para elas. foi super solto e nem ao menos os personagens principais como os assaltantes, vemos o que eles fizeram com a grana, fica a desejar essa parte, depois de um plano tão minucioso, não vemos nem o que os próprios assaltantes fizeram com a o dinheiro.